A notícia mais comentada da semana é sem dúvida a morte da cantora londrina Amy Winehouse. Mas afinal, no que isso nos afeta?
Afinal, além dos fanáticos pela tal cantora, quantas músicas ouvimos falar da mesma? Provavelmente apenas uma (Rehab), abreviação para Re-habilitation, ou reabilitação no bom português o refrão que diz insistentemente: "No, no,no"... Não, Não, Não... Ou seja - "eu não vou me reabilitar, quero continuar nesse mundo OFF, essa é a minha mente."
Que grande espelho para o mundo! A cantora que vem para o Brasil e some do palco várias vezes e volta com as narinas infestadas de farinha, sem contar as quedas e o álcool, tem milhões de seguidores, talvez mais seguidores que James Brown. E o motivo é bem simples, desafiar as regras, confrontar as leis.
Pobre menina mimada, apenas 27 anos e tanta química na mente e um corpo limitado, franzino e delicado devido ao crack. Esse mesmo crack que devasta nossa população à décadas, bem antes de ser um problema de rico ou de novela da Globo.
Aliás, falando em Globo, fica registrado aqui meus parabéns à Emissora de TV pela brilhante reportagem que foi ao ar na última terça-feira (19) no profissão Repórter a respeito do Crack. O retrato social de crianças com isqueiros, cachimbos e pedras nas mãos, que tem os rostos tampados por tarjas e direitos humanos que impedem a força bruta para tratamento dos mesmos em uma casa de recuperação. Aliás mostrar o que acontece no pelourinho é fácil, o difícil é fazer algo para mudar a situação, é utilizar os milhões e milhões que estão indo pra Copa do Mundo, para investir em educação, em saúde pública pro povão e não só na política do pão e circo, certo família Roriz?
Mas voltando ao foco, a morte da dama londrina do Crack traz uma nova visão para aqueles que achavam que nunca iriam morrer, afinal a Amy tá viva com aquele tanto de droga no corpo por que eu vou parar? Ta aí a resposta.